Como eles nos vêem na TV?

A sociedade não tem muito contato com a população de travestis e transexuais, quando tem, é através da mídia, mas especificamente a Televisão. Mas estamos realmente aproveitando estes espaços?
Foi assim que começou a reunião desta quinta que contou com um grupo super legal, mesmo que a divulgação tenha sido feita tão em cima da hora. O Carnaval passou e mais um ano tivemos aquele show de travestis e transexuais desfilando corpos belissimos e dando suas opiniões sobre si mesmas e as questões de gênero.
Mas será que as respostas satisfazem a curiosidade ou reproduzem esteriótipos? Com certeza, continuamos sendo apresentadas à sociedade como no Simba Safari. Seres extraordinários, exóticos, lindos de se ver, insignificantes de ouvir.
Ninguém vai criticar quem está em busca de espaço. Cada uma sabe bem o que está fazendo ali. Porém, a sensação que temos é que, ao passar o Carnaval, mais uma vez nada vai mudar. As travestis e transexuais vão continuar escondidas, vivendo o Glamour de uma noite mágica, e é assim que as pessoas imaginam.
E claro que não podiamos discutir o papel do Superpop na divulgação de pessoas trans. Hoje o único espaço que traz a questão é ainda o programa de Luciana Gimenez. Mas quem são as pessoas que estão indo? Como estas pessoas estão "educando" os espectadores a compreender melhor a realidade trans? Pelo visto, não estão levando a discussão a sério e com o respeito que merece.
Mas nesta condição, o que seria melhor? Levar ao espaço do Superpop pessoas que tenham uma bagagem de conhecimentos e vivências que ajudem a quebrar paradigmas e esteriótipos, ou procuramos abrir novos espaços em outras mídias, tais como revista Veja, Época, programas que formem a opinião pública, espaços onde a discussão possa ser levada a sério e de forma positiva?
Outra questão é: quem seriam as pessoas que poderiam e estariam preparadas para levar essa mensagem para o Brasil e esteja disposta a se expor? Dois grandes desafios que podem muito bem se tornar ações estratégicas para reposicionar a imagem de pessoas trans no Brasil.
Cabe a nós agora estarmos de olho e articular com quem pode contribuir de forma séria e sem estrelismos com a causa trans.
Alguém se dispõe?
Beijinhos,
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