Inserção Social vale a pena?

A Reunião desta quinzena reuniu pessoas das mais variadas para discutir o tema sobre inserção social.
O tema surgiu da necessidade de levar até as autoridades, demandas sobre o assunto para que possamos gerar ações efetivas para quem quer enquadrar-se nos moldes sociais mais básicos.
Em primeiro lugar, discutimos quanto o reconhecimento da nossa identidade seria importante para diminuiçaio do preconceito e uma maior igualdade de direitos, fora o fim dos constrangimentos. Algumas das trans presentes, citaram o reconhecimento do nome social como uma solução urgente.
Outra estratégia citada foi o estabelecimento de parcerias com Empresas Abertas à Diversidade, apesar de sabermos que hoje, ainda se considera diversidade apenas alguns gays e lésbicas, não tendo ainda abertura para as questões de gênero. Ainda assim, é hora de preparar estas empresas pré-dispostas à questão da diversidade, para que acolham travestis e transexuais no seu quadro de funcionários.
Outras ações citadas foram a sensibilização, que ainda é uma das formas de se conscientizar o empresário, os demais empregados e os cidadãos em geral a respeito das diversas identidades e sexualidades, e também a intervenção em departamentos de RH, para que possam entender como lidar com a questão Trans e darem suporte muito além do preconceito.
De qualquer forma, inserção social não é apenas dar acesso ao mercado de trabalho, mas dar oportunidade ao cidadão e a cidadã viver com o mínimo de dignidade sua vida dentro da sociedade, como parte integrante dela, tendo acesso livre à saúde, educação, ao mercado de trabalho, à moradia, à segurança e principalmente tendo seus direitos respeitados e suas necessidades atendidas.
Numa visão geral, chegamos a conclusão que travestis e transexuais carecem em todas estas áreas. E enquanto não encararmos a coisa de forma séria e ampla, nada vai mudar. Espero contarmos agora com a boa vontade daqueles que pretendem realmente fazer a diferença.
Beijos,